terça-feira, 29 de maio de 2012

Flor do Éden

Oh, pequena e singela flor dos Céus
Que em suas brancas pétalas, carrega a pureza da vida
Que em tua constituição delicada, mostra o poder da Terra, sua mãe
Oh, minha pequena flor selvagem
Por favor, me conte
Como as pessoas não conseguem ver
A tua beleza, tão doce e só

Valente flor do campo intocado
Como podem tentar sua vida apagar
Você que daí pode tudo ver
Me diga, eu imploro
Por que o perdão não existe?

Mesmo que os céus se abram e a chuva passe
A água não poderá lavar o passado
E os pecados que foram gravados nesta terra carmim
Onde nada permaneceu de pé, a não ser a silenciosa solidão
Onde tudo sucumbiu ao peso da dor

Me diga, pequenina flor
Como pode, ficar ainda em pé
com sua delicada existencia
Perante um mundo de dor?
Oh, flor do jardim nunca mais tocado
Lírio da castidade

"Mesmo em uma época de dor
O vento amigo e mensageiro ainda me trará
Em seus braços, o cheiro das estações
Que despertará toda a Terra de seu sono profundo

Mesmo que a dor sufoque
as memorias de felicidade ainda existirão
Como um refúgio da alma
Na qual seu coração poderá se abrigar
E suas feridas curar

Não se esqueçam, pequeninos
De existências êfemeras
Uma flor possui vida curta
Mas suas pétalas desabrocham para saudar o Sol
Todo dia

E seu perfume e beleza,
Continuará na memória
Daqueles a qual marcou
Daqueles à qual amou
Daqueles que de sua peqeuna memória fazem parte."




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